Lefèvre F. A saúde como fato coletivo. Saúde e Sociedade 1999; 8(2):83-91.

Objetivos: Analisar o papel dos meios de comunicação na construção da saúde coletiva.

Metodologia: Analítica e interpretativa.

Resultados: O autor apresenta os meios de comunicação como instância criadora do ato coletivo. Os meios de comunicação, não somente selecionam alguns fatos em detrimento de outros, mas também criam um certo tipo de fato (as noticias) que só existem na medida que existe a instância de mídia que os tornam público. A mídia converte situações privadas e anônimas em noticias, isto é , em algo conhecido e compartilhado coletivamente.

Em saúde os meios de comunicação estão reforçando o conceito da saúde dos indivíduos como algo privado, isto é, enquanto os meios de comunicação (no campo da informação) criam uma mensagem coletiva sobre a saúde, no plano da recepção não geram um receptor coletivo, mas com alguns poucos consumidores, necessariamente individuais. Estas mensagens não criam uma responsabilidade solidária que, respeitando a diversidade, crie um receptor com uma sensação de pertencer a uma coletividade.

A saúde, como um fato verdadeiramente coletivo, pressupõe uma redefinição do conteúdo da saúde em termos de promoção e a consideração dos principais atuantes do processo comunicativo na saúde, na sociedade civil e no estado.

Conclusões: O autor considera que se está impondo uma definição de saúde como qualidade de vida e como direito de cada um dos cidadãos, qualquer que seja sua situação sócio-econômica.

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