Uribe FR. A gestão situacional (em saúde) e a organização comunicante. Cadernos de Saúde Pública (Rio de Janeiro, Brasil) 1996 julho-setembro; 12(3):357-372.

Objetivos: Analisar a lógica da teoria macro-organizacional do Planejamento Estratégico Situacional (PES), pois a mesma pode prover um determinada estratégia de desenvolvimento de uma organização comunicante.

Metodologia: Analítica e interpretativa.

Resultados: O autor analisa o conceito de cultura institucional, fenômeno que define, em último análise, as possibilidades de atuação transformadora sobre uma organização e como atuar tentando enfrentar uma determinada cultura resistente a mudança.

Através de detalhada análise do PES, desenvolvido por Carlos Matus, o autor estende os elementos que ajudam a pensar uma reforma administrativa, que aponte a descentralização e a racionalidade da gestão. Assim sendo, Uribe conecta os desenvolvimentos conceituais do PES com a teoria da ação comunicativa de Habermas e com trabalhos mais estritamente gerenciais, que o permitem articular a teoria geral com o campo mais pragmático da gerência.

Conclusões: O autor considera que sem a introdução da análise do componente cultural das instituições, torna-se extremamente difícil produzir transformações organizacionais com o uso de metodologias de racionalização da gestão.

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