Franco S. La salud y el trabajo. [A saúde e o trabalho.] Cuadernos Médicos Sociales (Rosário, Argentina) 1986 maço; 35:15-24.

Objetivos: Destacar alguns dos fatos e conceitos que contribuem para compreender a dinâmica da relação saúde-trabalho e estimular o trabalho neste sentido.

Metodologia: Analítica e interpretativa.

Resultados: O autor analisa diferentes dados de vários países, incluindo os Estados Unidos, que mostram a alta probabilidade de adoecer e morrer por motivos diretamente vinculados ao trabalho. No entanto, apesar da dramática situação mostrado pelos dados, estes não são suficientes para entender e modificar esta terrível realidade. O autor salienta que é necessário uma análise conceitual que coloque, em um nível teórico, o problema. Franco passa a definir o processo de trabalho e o processo saúde-doença e a apropriação que o modelo médico fez destes temas, nas sociedades capitalistas, com graves conseqüências para a saúde dos trabalhadores. Este modelo é definido como curativo, individualista, biologista e mercantilizado, colocando que se transformou a saúde dos trabalhadores em sintomas biológicos ou no máximo psico-biológicos, além de também transformarem os processos coletivos de adoecer e morrer em situações individuais. A prevenção, quando existe, está dirigida para incentivar as responsabilidades individuais dos trabalhadores e não para as responsabilidades da classe capitalista.

Conclusões: Franco conclui com uma série de recomendações, tais como: a necessidade de se superar o meio-ambientalismo no problema da saúde ocupacional; que os sujeitos não sejam passivos no estudo dos problemas de saúde e trabalho; e que se desenvolva um trabalho interdisciplinar e organizado entre as organizações trabalhadoras e grupos de pesquisas.

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