De Oliveira FA. Antropologia nos serviços de saúde: integralidade, cultura e comunicação. [Antropología en los servicios de salud: integralidad, cultura y comunicación.] Interface_Comunicação, Saúde, Educação 2002 febrero; 6(10):63-74.
Objetivos: Analisar o uso das concepções sociais, em especial da antropologia, na atenção aos usuários nos serviços de saúde.
Metodologia: Analítica e interpretativa.
Resultados: A utilização de outras áreas do conhecimento no campo da saúde tem-se intensificado nos últimos anos. As ciências sociais, em geral, e a antropologia em particular, têm contribuído de maneira decisivas, na compreensão dos fenômenos relacionados ao processo saúde-doença, tanto individual, quanto coletivo.
O autor analisa uma séria de considerações para buscar um melhor entendimento da questão da atenção à saúde dos usuários, com ênfase na explicitação das formas de interação e comunicação entre os serviços de saúde e usuários. Para isso, é indispensável entender a influência da cultura na forma como os indivíduos percebem a doença e estabelecem relações com os diversos sistemas de saúde.
O autor coloca a necessidade de por o usuário no centro das relações com os serviços de saúde, para superar a relação médico-paciente tradicional e avançar para uma relação efetiva entre sujeitos, que são diferentes. Este processo não implica anular o profissional de saúde, mas que este compreenda a necessidade de conhecer melhor o paciente, respeitando-o, permitindo que realize adaptações da prática profissional e não o inverso, ou seja, como hoje é feito, com o paciente se adaptando as decisões dos profissionais.
Os processos migratórios massivos nos Estados Unidos e Europa têm mostrado que a aplicação de normas ou protocolos para a atenção não são sempre efetivas, para as populações com outras características culturais. Entender as diferenças nas concepções de saúde e doença, são fundamentais para obter um resultado favorável com o cuidado médico.
Conclusões: O artigo concluí que o fato de centrar a prática médica no usuário e na cultura, traz benefícios para os pacientes e para os profissionais, no sentido de resgatar a humanização do cuidado e da integralidade da atenção à saúde.
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