García JC. La medicina estatal en América Latina. [A medicina estatal na América Latina. Parte I.] Revista Latinoamericana de Salud (México D.F.) 1981 julho;1:73-104.

Objetivos: Analisar o desenvolvimento da medicina estatal na América Latina no período de 1880 - 1930.

Metodologia: Histórico analítica.

Resultados: O autor mostra que o desenvolvimento da medicina estatal na América Latina, entre 1980 e 1930, esteve ligado a necessidade dos países latino-americanos de ajustarem os serviços de saúde às necessidades da produção capitalista destinada ao mercado externo.

O processo histórico da organização da prática médica estatal permite observar três etapas: 1) a passagem de conselhos ou juntas nacionais de saúde pública para departamentos nacionais, motivada pela necessidade de estruturar órgãos executivos capazes de desempenharem ações rápidas em um campo de crescente interesse para as classes dominantes latino-americanas. 2) Posteriormente aparecem as direções sanitárias ou ministérios, que significam o definitivo reconhecimento da importância da gestão estatal na saúde. 3) Acompanhando o processo de industrialização, começam a surgir instituições de seguridade social.

Assim sendo, analisa-se os laços entre os paises latino-americanos e as economias capitalistas mais avançadas, que são evidenciadas através do papel de fundações e organismos internacionais, ou pela intervenção militar direta.

Conclusões: As mudanças na estrutura administrativa do estado são executadas como uma transformação necessária da fase inicial de implantação do capitalismo na América Latina. Esta tarefa foi assumida pela burguesia, que surgiu da produção capitalista de matérias primas e de produtos alimentícios exportáveis.

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