Nervi, Laura. Determinantes, problemas y desafíos en salud ambiental en el contexto de la integración económica en Norteamérica.[Determinantes problemas e desafios na saúde ambiental e no contexto da integração econômica na América do Norte]. Em: Bronfman M, Castro R., eds. Salud, Cambio Social y Política: Perspectivas Desde América Latina. Mexico City: Adamex; 1999. p. 543.
Objetivos: Analisar as características do processo de globalização mundial, em especial na América do Norte; considerar os aspectos relacionados com o ambiente no tratado de livre comércio da América do Norte (NAFTA) e analisar os problemas que se apresentam no nível ambiental.
Metodologia: Analítica e interpretativa.
Resultados: A autora define e analisa com base em cinco critérios o processo de globalização: 1) O aumento do poder das corporações econômicas transnacionais; 2) A constituição de blocos econômicos que disputam a hegemonia econômica mundial. 3) O papel da revolução tecnológica; 4) A hegemonia do modelo neoliberal baseado nos princípios (econômicos e ambientais) da teoria neoclássica. 5) O ideal neoliberal como um sentido comum generalizado.
Nervi analisa historicamente o processo de integração da América do Norte, primeiro entre os Estados Unidos e o Canadá (1988) e logo depois com o México (1994), como parte de uma estratégia dos Estados Unidos de recompor sua hegemonia mundial debilitada. NAFTA representa um acordo de livre comércio que apresenta um especial interesse para os investidores, que omiti toda a consideração sobre as desiguais condições de trabalho, leis trabalhistas e salários nos três países. Como destaca a autora, a base do tratado é deixar o comércio livre, sem regulação, o que significa deixá-lo nas mãos das corporações transnacionais que comandam o comércio internacional.
Posteriormente, o capítulo analisa a relação entre a NAFTA e o meio ambiente, destacando: a) os custos ambientais e de saúde ambiental nas integrações desiguais; b) os diferentes modelos mantidos pelas corporações nos diferentes países; c) os processos de exportação/importação de risco; d)a exportação da ideologia dos Estados Unidos ao resto dos países em matéria de saúde ambiental; e) a falta de incentivo no desenvolvimento de estratégias baseadas na indústria limpa; f) a redução da soberania dos países periféricos na gestão de problemas ambientais; g) a maior dependência dos países periféricos de uma tecnologia de controle de riscos ambientais, que não está entre as melhores do mundo e h) a configuração de um sentido comum nos países segundo a degradação ambiental (e suas conseqüências na saúde) como um preço inevitável do desenvolvimento.
Conclusões: O trabalho conclui analisando os eixos de ação que as forças progressistas deveriam desenvolver para enfrentar os problemas ambientais e de saúde ambiental gerados pelo NAFTA.
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