Moncarz E. La desocupación y el empobrecimiento como repercusiones del desempleo y sus efectos en la salud mental de las mujeres. [A desocupação e o empobrecimento como repercussões do desemprego e seus efeitos na saúde mental das mulheres.] Salud Problema (México) 2000 junho; 5(8):43-48.
Objetivos: O objetivo deste trabalho é analisar as repercussões do desemprego na saúde das mulheres, especialmente na mental.
Metodologia: Revisão bibliográfica.
Resultados: A taxa de participação feminina no mercado de trabalho, na América Latina, aumentou significativamente nos anos noventa, assim com as taxas de desemprego. O desemprego feminino é superior ao dos homens em todos os setores. Em 1990, a taxa de desemprego feminino era de 20% superior a masculina, mas em 1998 essa diferença eleva-se a 47%.
A perda da inserção no mercado de trabalho desencadeia, na pessoa, uma profunda crise, que se prolongada torna-se um estado crônico. O desemprego coloca em risco os apoios, a freqüência e as relações com os diferentes lugares a que uma pessoa pertence e do qual participa.
As mulheres de menores recursos econômicos costumam usar de maneira intensiva o corpo, mecanismo que opera como barreira para reconhecer os sinais de alarme que ele mesmo emite. Isto faz delas, mulheres mais vulneráveis, já que a crise se expressa com maior risco para a sua saúde física, através de diversos problemas como: úlcera, hipertensão arterial, ginecológico, ósteo-articular, de pele, distúrbio cardiovascular, perda dentária e acidente.
Especialmente para as mulheres que tinham ocupado um lugar importante no mercado de trabalho e/ou no caso de tarefas do lar, o desemprego coloca também em questão sua própria identidade, suas expectativas e projetos em relação a sua vida e futuro. Em muitas ocasiões, a maior vulnerabilidade expressa-se em sintomas vinculados ao funcionamento psíquico com ansiedade, angústia, irritabilidade, insônia, estados depressivos e alcoolismo. Isto tem levado a um consumo abusivo de psicofármacos, soníferos e antidepressivos.
Conclusões: Este trabalho coloca a necessidade de se aprofundar a análise das especificidades do modo como as novas questões sociais afetam homens e mulheres. Aponta que o desemprego deva ser considerado como um problema de saúde publica, e como tal reconhecido e atendido, uma vez que cada vez mais vem afetando a saúde da população, especialmente a feminina.
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