Cabello F. Enfermedades infecciosas, vacunas y sociedad. [Doenças infecciosas, vacinas e sociedade.] Salud y Cambio (Santiago, Chile) 1993; 4(12):5-17.
Objetivos: Analisar criticamente a relação entre controle das doenças infecciosas e as vacinas, nos países em vias de desenvolvimento. Considerar os aspectos sociais, éticos e econômicos gerados pela aplicação desta tecnologia na prevenção de doenças infecciosas.
Metodologia: Revisão bibliográfica critica.
Resultados: O autor analisa dados de países como Inglaterra, Gales e Estados Unidos, que mantém séries estatísticas por longos períodos e que permitem observar que a introdução das vacinas realiza-se em momentos, onde as curvas epidemiológicas de muitas doenças infecciosas, estavam em plena queda. Como são os casos da tuberculose, sarampo e difteria. A queda das doenças infecciosas dava-se logo após períodos de melhorias nas condições de vida e trabalho.
Ao contrário, a informação sobre a atual reincidência de focos epidêmicos na maior parte do mundo, junto a crescente destruição das condições econômico-sociais, estaria indicando, segundo o autor, o limitado poder das vacinas para controlar as infecções, em um meio econômico e social adverso.
Conclusões: O autor propõe questões sobre os fundamentos científicos e éticos das correntes atualmente predominantes nas políticas de saúde internacionais e de diversos países, que estão subordinando a um papel secundário fatores sociais, tais como a nutrição e o saneamento ambiental, na prevenção das doenças infecciosas. As principais correntes focam a prevenção, na pesquisa cientifica de desenvolvimento de novas vacinas e de melhora das antigas.
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