Quevedo, Emilio V., Hernández, Mario V. La articulación del conocimiento básico biológico y social en la formación del profesional de la salud: una mirada desde la historia. [A articulação do conhecimento básico biológico e social na formação do profissional da saúde: uma olhada através da história.] Em: Rodríguez, María I. (coord.). Lo biológico y lo social [O biológico e o social.] Washington DC: Organização Pan-americana de Saúde- Organização Mundial de Saúde, 1994. p. 13 – 34.

Objetivos: Apresentar o desenvolvimento que ocorreu, desde meados do século XX, nos modelos de ensino e de práticas profissionais, tanto da saúde pública e a medicina preventiva e social, como da medicina social. Fazer propostas a partir da perspectiva de integração entre o biológico e o social na formação profissional.

Metodologia: Descritiva e analítica.

Resultados: Os autores apresentam o desenvolvimento da epidemiologia multicasual de Leavell e Clark (1953), de MacMahon (1960) e a introdução do conceito de fator de risco (Barrett-Connor, 1979). Destacam que na década de 70 se solidificaram estas posições com a introdução da Teoria Geral de Sistemas, que se articulou com o discurso epidemiológico e as políticas de saúde. Esta concepção propunha uma visão da sociedade como um organismo ou um sistema com tendência ao equilíbrio. Conflitos e anormalidades aproximam-se de doenças, enquanto equilíbrio e normalidade, da saúde. A epidemiologia multicausal e as ciências sociais, associadas a ela, constróem um olhar biologicista da sociedade.

Analisam que com a corrente da medicina social desenvolve-se uma contraposição conceitual, radical, das concepções anteriores. A medicina social reconstrói o objeto de estudo da epidemiologia reconhecendo o caráter histórico-social do processo saúde-doença e sua articulação com os processos sociais. Assim, desenvolveram-se diferentes linhas conceituais, tais como as que se apóiam no conceito da reprodução social (Breilh e Granda), ou as que se posicionam em relação aos processos de produção e do trabalho (Laurell).

No terreno do ensino da medicina o modelo predominante é o flexneriano (baseado no hospital e no laboratório), que incorpora a visão multicasual ao introduzir a epidemiologia e a saúde publica como partes de suas especialidades.

Os autores definem uma série de conceitos provenientes do campo da psicanálise, da psicologia social, história, sociologia e filosofia, que apontam como necessários de serem introduzidos no momento de se articular o biológico e o social.

Conclusões: A proposta dos autores é construir uma história biográfica que permita reconstruir cada processo social em um nível singular e concreto.

Consideram que esta é a única forma de conhecer como o processo social de saúde-doença se define em um individuo específico. Isto implicaria em uma

reformulação dos sistemas de ensino de medicina, para poder apresentar uma visão integral do homem. Esta visão não se consegue simplesmente anexando disciplinas sociais ou psicológicas, mas sim mantendo o conceito flexneriano de pesquisa como fundamento para o ensino, não só utilizando-se das ciências básicas biológicas, mas também a partir de uma visão socio-histórica do individuo são e doente.

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