Tajer D. Construyendo una agenda de género en las políticas públicas en salud. [Construindo uma agenda de gênero nas políticas públicas de saúde.] Boletín SaluCo (La Habana, Cuba) 2002; 1(7-15).
Objetivos: Propor uma agenda de gênero, nas políticas que tenham por objetivo buscar a igualdade de gênero na saúde.
Metodologia: Analítica e interpretativa.
Resultados:A autora propõe quatro pontos centrais para desenvolver uma agenda de gênero, nas políticas públicas. O primeiro, vincula-se à idéia de adotar uma abordagem de gênero na saúde. Isto supõe a necessidade de analisar os determinantes culturais, sociais, políticos e ideológicos, pelos quais homens e mulheres possuem papéis diferenciados na sociedade. Neste ponto de vista, Tajer coloca e analisa o peso de diferentes falácias tais como: a mulher é melhor administradora que o homem ou a mortalidade correlaciona-se com a educação materna. Estas falácias condicionam as políticas publicas que perpetuam as diferenças negativas e as desigualdades. O segundo ponto, ligado ao auge e a visibilidade da análise de gênero, originado na mudança do papel social das mulheres e no crescimento do movimento feminista, que colocou a equidade entre gêneros, como um bem público global. O terceiro ponto, coloca se esta abordagem só deve ser aplicável à saúde das mulheres, propondo que deveria ser aplicado a homens e mulheres. No entanto, por existir mais programas de saúde destinados as mulheres, associa-se o conceito somente a estas. Em um último ponto, coloca que se deve pensar as políticas públicas da perspectiva do gênero e da igualdade, e a necessidade de sua aplicação aos problemas de saúde dos homens, não só para entender os problemas de saúde deles, mas também para compreender melhor os das mulheres.
A autora destaca a necessidade de conhecer os riscos diferenciados entre os gêneros, ligados as forma de adoecer, de perceber a doença e de buscar assistência médica. Assim sendo, coloca a necessidade de se fazer diagnósticos das necessidades de saúde no plano biológico, subjetivo e social; do tipo de cobertura e financiamento que os processos de reforma estão implementando e que incluem diferenças de gênero muito importantes, como no caso das seguradoras privadas, que colocam valores diferentes para as mulheres na idade reprodutiva.
Outro fator a ser levado em conta, nas políticas públicas com abordagem de gênero, é a formação de recursos humanos, já que se observam desigualdades na distribuição do saber e do poder, tanto no nível das instituições educativas como dos serviços de atenção à saúde.
Conclusões: Os desafios atuais na construção de uma agenda de gênero, nas políticas públicas na saúde, radicam na possibilidade de incorporação de múltiplos aspectos assinalados, anteriormente, na programação, execução e monitoramento, para que as políticas se constituam em promotoras de igualdade.
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