Drumond Jr M, Barros M. Desigualdades socioespaciais na mortalidade do adulto no Município de São Paulo. Revista Brasileira de Epidemiologia 1999 abril-agosto; 2(1/2): 34-50.
Objetivo : Analisar as desigualdades sociais e espaciais, na zona urbana do Município de São Paulo, para o estudo da mortalidade em adultos.
Metodologia: Análise dos dados de mortalidade de adultos nos anos 1990-1991-1992, obtidos da base de dados da Fundação SEADE. Com estes dados foram gerados indicadores específicos, que permitiram realizar comparações de índices, através de probabilidades e coeficientes em quatro áreas. As áreas foram estabelecidas pela divisão espacial conforme indicadores sócio-econômicos da pesquisa "Saúde e Ambiente, diferenças intraurbanas de mortalidade no Município de São Paulo". Estabeleceram-se as seguintes áreas homogêneas: 1) dois distritos com as melhores condições sócio-ambientais e 9,2%da população. 2) uma intermediária superior com 13,5%da população. 3) uma intermediária inferior com 33,5% da população e 4) dois distritos com as piores condições sócio-ambientais e 43,5% da população.
Resultados: Ao analisar os dados pode-se comprovar que o maior número de mortes ocorreram em adultos do sexo masculino de menor nível sócio-econômico. Foram determinadas as seguintes causas de mortalidade entre os homens: mal de chagas, hipertensão, circulação pulmonar, doenças do coração e miocárdio, insuficiências cardíacas, problemas cérebro-vasculares, pneumonia, alcoolismo, cirrose hepática, afogamento e homicídios. Entre as mulheres: tuberculose, mal de chagas, diabetes, hipertensão, infarto agudo do miocárdio, problemas de circulação pulmonar, doenças do coração, insuficiência cardíaca, problemas cérebro-vasculares e pneumonia.
Foram estas as causas de morte que apresentaram maiores diferenças sócio-espaciais no Município de São Paulo.
Conclusões: Os valores mais altos foram obtidos nas áreas de piores condições sócio-ambientais. Uma explicação para estas desigualdades seria a alta incidência de fatores de risco nestas zonas. Para melhorar a saúde deve-se incorporar estratégias de modificação do perfil de risco e priorizar a formulação e execução de políticas sociais.
Copyright 2007 University of New Mexico