Asún D, Alfaro J, Morales G. Contribuciones al ámbito de la intervención psicosocial con jóvenes en Chile. [Contribuições no âmbito da intervenção psicossocial com jovens no Chile.] Salud y Cambio (Santiago, Chile) 1994; 5(15): 39-46.

Objetivos: Analisar as estratégias de intervenção psicossocial dirigidas aos jovens no Chile e questionar os conceitos básicos que orientam estas intervenções, além de definir as lacunas observadas.

Metodologia: Analítica e interpretativa.

Resultados: Os autores investigam os eixos conceituais que são utilizados na análise da adolescência e da juventude no Chile. A partir desta, definem que a juventude não é uma categoria que dá conta da diversidade de juventudes e pode ser ambígua ao se referir a ela como um lugar homogêneo.

A partir da imposição das políticas neoliberais, no Chile, pelo governo ditatorial que tomou o poder em 1973, favoreceu-se o desenvolvimento de uma sociedade dividida. Os autores analisam pesquisas que mostram deferentes aspectos do desenvolvimento dos jovens das camadas populares, os modos como se constroem como grupo, dentro de uma sociedade que os marginalizam, a forma como elaboram a exclusão social, ao fazerem parte “dos que sobraram”.

No período da transição democrática, a situação dos jovens tem sido considerada como um eixo central da política social. Como se fosse o pagamento de uma “divida social”. O estado organizou suas respostas no campo da capacitação profissional, da educação, do emprego, da moradia, das expressões culturais, da participação e dos direitos juvenis, da saúde e dos problemas psicossociais. Estas respostas prosseguiram em uma linha que valorizou os aspectos sócio-econômicos, não dando importância às dimensões identitárias, à satisfação subjetiva e à qualidade de vida. Faltando uma política integrada que valorizasse o jovem como um ser múltiplo, integrado a vários sistemas, interdependentes e com relações circulares, de acordo com os diferentes aspectos da sua vida biológica, psicológica e social. O modelo que parece ser o mais seguido nas políticas dirigidas aos jovens é o das parcelas independentes, suscetíveis de serem abordadas paralelamente.

Conclusões: Os autores concluíram que a intervenção psicosocial sobre os jovens deve respeitar a subjetividade e a diversidade da juventude, como bases para fundamentar teórica e metodologicamente as estratégias propostas. Deveria ocorrer uma aproximação à vida cotidiana do jovem, considerando-se a sua história, a subjetividade e os seus direitos como cidadãos.

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