Silva Bueno, Wanderlei. Betim: construindo um gestorpleno. Em: Merhy, Emerson E., Onocko, Rosana. Agir em saúde um desafio para opúblico. São Paulo: Editora Hucitec / Buenos Aires: Lugar Editorial, 1997. p.169 – 196.
Objetivos: Apresentar o trabalho desenvolvido pelo Laboratório de Planificação e Administração em Saúde, da Universidade de Campinas, a pedido das autoridades de saúde do município de Betim (Minas Gerais – Brasil). O objetivo do trabalho foi transformar o modelo de atenção à saúde centralizado no hospital em um baseado nas unidades de atenção primária. Além disso, outra preocupação das autoridades de saúde era evitar a privatização dos serviços.
Metodologia: Analítica e descritiva.
Resultados: São descritas as atividades realizadas em primeiro lugar com as autoridades de saúde para definir com precisão os atributos do modelo assistencial e da sua gestão, as etapas de implantação, os projetos e suas metas. Junto com as autoridades foi definido o Programa de Desenvolvimento Gerencial, a planificação local e os modelos assistenciais. O capítulo explica a dinâmica de trabalho, as dificuldades que foram encontrando e as soluções propostas. Descreve a planilha de avaliação dos serviços que se desenvolveu e os resultados das medições realizadas, no início do trabalho de reorganização do sistema municipal de saúde e após um ano de sua implementação.
O processo de reorganização foi orientado com base na idéia da construção do Sistema Único de Saúde (conforme a Constituição brasileira de 1988), com a concepção de um sistema descentralizado na resolução das necessidades dos usuários, com base em serviços municipais de amplo acesso.
Conclusões: O trabalho institucional realizado com os objetivos apresentados mostrou a capacidade do setor estatal para superar os desafios de uma reforma institucional do estado autoritário e centralizado, e na discussão de problemas de saúde do conjunto da população de maneira funcional e eficiente. O capítulo finaliza com uma série de interrogações que abrem novos desafios para a continuidade do processo de reforma municipal. Estas questões são de extremo interesse para todas as pessoas de instituições que se propõe desenvolver processos de mudança nos modos de se produzir as práticas de saúde.
O capítulo conclui com uma critica a Norma Operacional Básica de 1996, do governo federal do Brasil, que mesmo propondo uma gestão plena do sistema pelos municípios cria dificuldades para sua realização.
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