Luz, Madel T. As instituições médicas no Brasil. Instituição e estratégia de hegemonia. 3ra. Edição, Rio de Janeiro: Edições Graal; 1986. 295 p.1ra. edição 19792da. edição1984

Objetivos: Apreender o processo de construção da hegemonia como implantação de poder dentro das instituições médicas.

Metodologia: Histórica, quantitativa (dados ecundários), qualitativa (entrevistas e observação participante), e análise de discurso.

Resultados: Interpretação da relação entre macro e micro-poderes socias na qual as instituições médicas aparecem como “modos de poder de um modo de produção social”, como locus no qual, através de saberes e práticas específicas, se exercem a dominação, mas também as resistências à dominação de classe. Mostra, através dos vários discursos presentes no período 1960-64, como emerge o projeto político que se tornará central na segunda conjuntura (1964-68): a medicalização da vida social, junto com a deterioração das condições de vida da população brasileira. Analisa como o discurso médico obstaculiza outros processo sociais, econômicos e políticos de melhoramento das condicões de vida e de saúde.

Conclusões: Como conclusão a autora mostra que as contradições do poder institucional não levam necessariamente à sua destruição ou a sua mutação. O que tem contribuído para esta mutação são os movimentos sociais do pólo institucional dominado.

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