Almeida Filho N, Silva Paim J. La crisis de la salud pública y el movimiento de la salud colectiva en Latinoamérica. [A crise da saúde pública e o movimento da saúde coletiva na América Latina]. Cuadernos Médico Sociales [Cadernos Médicos Sociais] 1999 maio; 75: 5-30.
Objetivos: Analisar os fundamentos históricos e institucionais da denominada "crise da saúde pública", para identificar as novas tendências e perspectivas para a transformação deste campo.
Metodologia: Analítica e interpretativa.
Resultados: Na primeira parte do artigo, os autores analisam o discurso da saúde pública em uma perspectiva histórica. Inicialmente consideram os principais elementos do discurso dos movimentos, que historicamente construíram o campo social da saúde: da policia médica, da medicina social, da saúde pública, da medicina preventiva, da saúde comunitária, da atenção primária à saúde e da promoção à saúde. Os autores também destacam os recentes esforços da Organização Pan-americana de Saúde para debater a teoria e a prática da saúde pública, na região das Américas, com a convergência de três tópicos: reforma setorial, "Renovação da Saúde para Todos" e a "Nova Saúde Pública"-.
Na segunda parte do artigo, discutem a necessidade de um novo paradigma científico capaz de superar a chamada "crise da saúde pública". Com este objetivo os autores propõem uma rede teórica epistemológica com os conceitos de paradigma e "campo cientifico", suas derivações e aplicações potenciais no campo da saúde. Analisam categorias epistemológicas (tais como complexidade), modelos teóricos (teoria do caos) e formas lógicas de análise (geometria fractal e modelos matemáticos lineares). A seguir apresentam uma breve avaliação das bases conceituais do movimento da saúde coletiva, que se desenvolveu nas últimas duas décadas na América Latina. Os autores consideram que a saúde coletiva tem um domínio de conhecimento e um campo de atuação. Como campo de conhecimento contribui ao estudo dos fenômenos saúde-doença-atenção das populações, enquanto processos sociais, investigando a produção e distribuição da doença na sociedade como parte da reprodução social. Como campo de atuação, a saúde coletiva focaliza seus modelos ou seus objetivos sobre os seguintes objetos de pesquisa: políticas e práticas, tecnológicas e instrumentais.
Conclusões: Os autores concluem que a saúde coletiva não constitui em si mesma um novo paradigma, mas sim um campo comprometido com a transformação social da saúde, apresentando ricas possibilidades de articulação com paradigmas científicos e de se aproximar do objeto saúde-doença-atenção, respeitando sua historicidade e complexidade.
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