Salla JSP. Diferenças nas propostas de operacionalização do conceito de classe sociais empregadas em estudos epidemiológicos. Cadernos de Saúde Pública (Rio de Janeiro, Brasil) 1996 julho-setembro; 12(3):329-337.
Objetivos: Analisar as propostas de operacionalização do conceito de classe social, utilizadas em estudos epidemiológicos, por autores latino-americanos.
Metodologia: Revisão bibliográfica.
Resultados: O autor destaca a importância do uso do conceito de classe social, nos estudos epidemiológicos, como categoria central para estudar a determinação social do processo saúde-doença. A análise de diferentes propostas de operacionalização deste conceito, permite considerar as melhores alternativas e a necessidade de continuar aperfeiçoando tais operacionalizações.
Salla identifica sete diferenças básicas nas propostas estudadas: estrutura de classe; objetivo da pesquisa; conceito da classe social tida como referência; decisão com relação a qual indivíduo define através de sua inserção produtiva e a classe social da família; situação de classe dos desempregados, das donas de casa e dos aposentados; situação dos estudantes; critérios para diferenciar entre burguesia e pequena burguesia, entre nova pequena burguesia e proletariado; e, finalmente, a existência da mobilidade específica ou não em certos grupos populacionais.
A partir das diferenças observadas entre os autores analisados e os modelos teóricos, Salla analisa os problemas relacionados com o fato de que um mesmo conceito de classe social pode levar a conceitos diferentes de operacionalização, e as implicações disto para os estudos epidemiológicos.
Conclusões: O conceito de classe mostrou sua utilidade nos estudos epidemiológicos, no entanto, é necessário aprofundar a análise teórica e conceitual, identificando as potencialidades, problemas e limites que este conceito possui para a pesquisa epidemiológica.
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