Alvaro GF. La globalización de la salud: entre el reduccionismo económico y la solidaridad ciudadana. [A globalização da saúde; entre o reducionismo econômico e a solidariedade cidadã.] Revista Facultad Nacional de Salud Pública (Medellín, Colômbia) 2002 julho-dezembro; 20(2):103-118.

Objetivos: Este artigo explora as diferentes tendências que ocorrem na relação entre saúde e globalização.

Metodologia: Revisão bibliográfica crítica.

Resultados: O artigo analisa o problema da globalização sob as seguintes perspectivas: a)vivemos em uma sociedade mundial, onde mundial significa unidade e globalidade, mas também diferença e pluralidade; b) hoje, está imposta a ideologia do mercado mundial ou a do neoliberalismo, o novo imperialismo, o domínio do pensamento único; c) a globalização, como se entende neste ensaio, implica na existência de várias lógicas que se sobrepõem: a tecnológica, a ecológica, a cultural, a econômica, a política e a social; d) saúde e cidadania surgem como uma alternativa necessária para a integração de diferentes visões da globalização; e) a saúde é inerente a todos os cidadãos e não pode, portanto, ser um bem de consumo submetido a racionalidade do mercado ou ao assistencialismo, é um bem social de caráter fundamental de relação direta com a vida; f) a solidariedade e a seguridade social constituem-se, de forma a conseguir os objetivos da saúde universal.

O autor discute alguns aspectos da globalização econômica (as bases para a construção do fenômeno) e política (a relação mundial) e analisa as tendências favoráveis à globalização, antiglobalização e intermediárias. Da mesma forma, explora algumas conseqüências sobre a saúde: epidemiológicas, éticas, e a igualdade em torno da produção de serviços de atenção médica, na relação com o poder internacional. As tendências na saúde são diversas e variadas, desde o anseio por globalizar a saúde até a posição completamente contrária a universalização dos temas sanitários, passando por concepções intermediárias que definem a oportunidade para o desenvolvimento da medicina e o aproveitamento da tecnologia. Enfatiza a necessidade de se construir instâncias globais em prol da saúde e da proteção social.

Conclusões: No debate sobre a globalização é fundamental compreender as dimensões sociais, solidárias e de desenvolvimento humano.

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