Laurell AC. Privatización y la emergencia del capital financiero en salud. [Privatização e a emergência do capital financeiro na saúde.] Salud y Cambio (Santiago, Chile) 1993; 4(13):6-12.

Objetivos: Analisar, para o caso mexicano, o processo de privatização na saúde e sua relação com a emergência do capital financeiro, neste setor.

Metodologia: Analítica e interpretativa.

Resultados: A autora coloca que o objetivo de privatizar é o elemento subjacente da nova política na saúde, apesar de que este elemento não é enfatizado no discurso governamental.

As privatizações realizam-se com o objetivo de transferir as atividades econômicas rentáveis, ao capital privado. Este processo requer uma nova forma de intervenção estatal para garantir sua reestruturação, mas sem eliminar o setor público da saúde. A privatização conduz a um duplo sistema de cuidados de saúde, integrado por um setor privado próspero, acessível a uma minoria da população, e um setor público, que só poderá dar um rudimentar cuidado à saúde da maioria das pessoas. Este processo seletivo de privatização exclui em torno de 70% da população (os pobres,os doentes e os idosos).

O processo de privatização na saúde, no México, tem como componente central o crescimento da indústria de seguros privados de saúde que pertencem, em sua grande maioria, a bancos e a outras empresas financeiras. Assim sendo, o tratado de livre comércio com os Estados Unidos e Canadá (que se concretiza em 1994) abre este mercado às empresas de seguros norte-americanas.

Conclusões: Este artigo é uma contribuição fundamental para entender os processos de reforma do setor da saúde, liderados pelas empresas de capital financeiro multinacional, que se consolidaram não só no México, mas também em toda a América Latina, na segunda metade da década de 90.

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